A Apple estuda a possibilidade de remover a tecnologia de carregamento magnético MagSafe das próximas gerações do iPhone. O objetivo da mudança é viabilizar designs mais finos para os aparelhos e reduzir os custos de produção na linha de montagem. As informações foram divulgadas pelo informante Instant Digital na rede social Weibo e repercutidas pelo portal especializado MacRumors.
Barreiras físicas e financeiras
A exclusão do componente magnético esbarra diretamente no espaço valioso ocupado pelas peças no interior da carcaça, fator que encarece a produção. A Apple desenvolve atualmente um projeto interno apelidado de “Glasswing”, cujo objetivo é redesenhar o smartphone como uma “única folha de vidro”. Esse novo formato exige a miniaturização extrema de todos os componentes internos.
O aguardado iPhone dobrável apresenta outra limitação técnica. Com espessura estimada em apenas 4,5 mm quando aberto e preço inicial projetado em US$ 2 mil (cerca de R$ 10 mil), os modelos de demonstração preliminares não possuem área física visível capaz de abrigar o anel magnético. Caso a restrição se confirme, o aparelho será o primeiro modelo topo de linha a chegar ao mercado sem o recurso desde o iPhone 12 Pro.
Impacto no mercado e histórico recente
Paralelamente aos modelos premium, a fabricante considera simplificar a estrutura interna do futuro iPhone 18 base para baratear o custo final de montagem. A relação da Apple com a ausência de ímãs já gerou atritos recentes com os consumidores. No ano passado, a empresa lançou o iPhone 16e sem a matriz magnética, forçando o uso de capas de proteção de terceiros para a fixação de acessórios. Após críticas da imprensa especializada e dos usuários, a companhia recuou e reintegrou o suporte no iPhone 17e, lançado no início deste ano.
A possível remoção definitiva do MagSafe, que estreou no iPhone 12 em 2020, representa uma mudança drástica de estratégia. A decisão ocorre pouco tempo após a Apple contribuir ativamente com as especificações do seu sistema para a criação do padrão aberto Qi2, formato universal de carregamento sem fio amplamente adotado pela indústria atual.
Conteúdo elaborado por Diego Rohden com base no texto completo da fonte.